Investigação e tratamento de tumores de adrenal — Dr. Ricardo H. De Rizzo
Urologia oncológica

Tumores de Adrenal em Santo André: Quando Investigar e Quando Operar

As glândulas adrenais (ou suprarrenais) são duas estruturas pequenas, situadas acima de cada rim, responsáveis por hormônios essenciais: cortisol, aldosterona, adrenalina e noradrenalina, além de androgênios. Nódulos nessas glândulas são encontrados em cerca de 3% a 5% das tomografias de abdome feitas por outros motivos — proporção que cresce com a idade. A maioria é benigna e não produz hormônio em excesso. Mas cada caso precisa responder a duas perguntas objetivas, e é isso que define a conduta.

O Dr. Ricardo H. De Rizzo (CRM 193042-SP | RQE 135640), urologista e andrologista, conduz a investigação de nódulos adrenais em conjunto com a endocrinologia, definindo quais lesões apenas acompanhar e quais têm indicação cirúrgica.

As duas perguntas que orientam toda a avaliação

1. O nódulo é funcionante? Ou seja: está produzindo hormônio em excesso? Mesmo lesões pequenas podem causar hipertensão de difícil controle, diabetes, osteoporose e arritmias.

2. O nódulo é maligno? A maioria não é — mas o tamanho, a densidade na tomografia e o padrão de eliminação do contraste ajudam a estimar esse risco com boa precisão.

Todo o restante da investigação existe para responder a essas duas perguntas.

Investigação hormonal

Quadros clínicos que podem estar por trás do nódulo

O papel da imagem

Atenção: a biópsia de nódulo adrenal não deve ser feita antes de excluir feocromocitoma — o risco de crise hipertensiva é real. E, na maioria das situações, ela não é necessária.

Quando a cirurgia é indicada

Nódulos pequenos, com aparência tipicamente benigna e sem produção hormonal, geralmente não precisam de cirurgia — apenas seguimento definido em conjunto com a endocrinologia.

Como é a adrenalectomia

A retirada da glândula é feita, na maioria dos casos, por via minimamente invasiva — laparoscópica ou robótica —, por acesso transperitoneal ou retroperitoneal. São pequenas incisões, com magnificação da imagem e dissecção precisa em uma região cercada por grandes vasos.

Um cuidado que é necessariamente compartilhado

O tratamento dos tumores adrenais funciona melhor quando urologia e endocrinologia caminham juntas: a endocrinologia conduz a caracterização hormonal e o preparo clínico; a urologia executa a cirurgia e o seguimento. Em casos de hipertensão resistente, cardiologia e nefrologia também entram na discussão. Essa integração é o que evita tanto a cirurgia desnecessária quanto o diagnóstico que passa despercebido por anos.

Dúvidas frequentes

Na grande maioria das vezes, não. Os adenomas benignos e não funcionantes são o achado mais comum. A investigação existe para identificar as exceções.
Não. Operam-se os funcionantes, os maiores que 4 cm, os com aspecto suspeito e os que crescem no acompanhamento. Os demais são monitorados.
Não. Parte dos tumores produz hormônio de forma silenciosa, com repercussões que aparecem como "hipertensão", "diabetes" ou "osteoporose" isoladas. Os exames hormonais são simples e mudam a conduta.
Se houver hiperaldosteronismo primário por adenoma unilateral, a cirurgia pode normalizar a pressão ou reduzir bastante a necessidade de medicação. É uma das razões pelas quais essa investigação vale a pena.
Sim, quando a glândula do outro lado é normal — ela assume a produção hormonal. O acompanhamento no pós-operatório é o que garante essa transição com segurança.
Na maioria dos casos é minimamente invasiva, com pequenas incisões, internação curta e recuperação rápida.

Um exame apontou nódulo na suprarrenal?

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