Diagnóstico e tratamento do câncer de rim — Dr. Ricardo H. De Rizzo
Urologia oncológica

Câncer de Rim em Santo André: Diagnóstico Precoce e Cirurgia que Preserva o Órgão

A maior parte dos tumores renais é descoberta por acaso — em um ultrassom de rotina, em uma tomografia pedida por dor abdominal ou em um check-up. Essa mudança no padrão de diagnóstico transformou a doença: hoje boa parte dos casos é identificada ainda pequena e assintomática, quando o tratamento pode ser feito retirando apenas o tumor e preservando o rim. As estimativas do INCA para 2026–2028 apontam entre 6,5 e 7 mil novos casos por ano em homens no Brasil.

O Dr. Ricardo H. De Rizzo (CRM 193042-SP | RQE 135640), urologista e andrologista, conduz a investigação de nódulos e massas renais — do enquadramento correto da lesão até a definição da estratégia de tratamento, com prioridade para a preservação da função renal.

Achei um "nódulo no rim" no exame. E agora?

Nem toda lesão renal é câncer. O primeiro passo é caracterizar o que foi encontrado:

Fatores de risco

Sintomas: quando aparecem, o tumor já cresceu

A tríade clássica descrita nos livros — dor lombar, sangue na urina e massa palpável — ocorre hoje em menos de 10% dos casos e indica doença avançada. Sinais que merecem investigação:

Como é feito o diagnóstico

Um ponto importante: não existe exame de sangue que rastreie câncer de rim. Por isso a atenção a achados de imagem é decisiva.

Opções de tratamento

  1. Vigilância ativa: para massas muito pequenas, sobretudo em pacientes idosos ou com comorbidades relevantes. Muitos desses tumores crescem lentamente, e o acompanhamento por imagem evita uma cirurgia desnecessária.
  2. Nefrectomia parcial: é o padrão de tratamento para tumores localizados de até 7 cm. Retira-se apenas o tumor com margem de segurança, preservando o restante do rim. O controle oncológico é equivalente ao da retirada total, com uma vantagem importante: menos risco de doença renal crônica, hipertensão e eventos cardiovasculares no longo prazo. Pode ser realizada por via robótica ou laparoscópica, com internação curta.
  3. Nefrectomia radical: indicada para tumores grandes, centrais, com invasão local ou trombo tumoral em veia renal ou cava, quando a preservação não é tecnicamente segura.
  4. Ablação térmica (radiofrequência ou crioablação): alternativa percutânea para tumores pequenos, em pacientes com risco cirúrgico elevado.
  5. Doença avançada ou metastática: o cenário mudou nos últimos anos com a imunoterapia e as terapias-alvo, isoladas ou combinadas. Em casos selecionados ainda cabem a nefrectomia citorredutora e a retirada de metástases isoladas, sempre em decisão conjunta com a oncologia.

Depois do tratamento

O seguimento é feito com exames de imagem e avaliação da função renal em intervalos definidos pelo estágio e pelo subtipo do tumor. Para quem ficou com um rim, ou parte dele, o cuidado passa a incluir controle rigoroso de pressão arterial e de glicemia, hidratação adequada, cautela com anti-inflamatórios e monitoramento periódico da creatinina.

Dúvidas frequentes

Sim. Um rim saudável assume a função do outro. Ainda assim, sempre que a preservação for tecnicamente possível, a nefrectomia parcial é preferível — proteger néfrons tem impacto direto na saúde cardiovascular a longo prazo.
Não. Cistos simples são muito comuns e benignos, e existem tumores benignos como oncocitoma e angiomiolipoma. A caracterização por tomografia ou ressonância é o que define a conduta.
O carcinoma renal responde mal à quimioterapia clássica. O tratamento da doença avançada é feito com imunoterapia e terapias-alvo, que mudaram significativamente o prognóstico.
Em situações selecionadas, sim — a vigilância ativa é uma estratégia validada para massas pequenas em pacientes com perfil adequado, com acompanhamento por imagem programado.
Em geral não. Dor costuma indicar tumor grande, sangramento ou obstrução — e a ausência de dor não afasta a doença.
Vale discutir avaliação por imagem e, em casos com múltiplos familiares acometidos, diagnóstico precoce e aconselhamento genético.

Encontrou um nódulo no rim em um exame?

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